O que seria de nossas vidas se tivéssemos a oportunidade de rascunhá-las? Apagar tudo, retornar e viver cada segundo intensamente seria o marco principal. Erraríamos menos, acertaríamos mais; magoaríamos menos, ou melhor, nunca magoaríamos quem amamos. E por falar em amar, amaríamos como crianças. Um amor puro, forte e verdadeiro de uma intensidade tão grande que tudo ao nosso redor seria apenas um preenchimento de espaço. Nada muito louco: brincar de roda, pular corda, nadar e se deixar levar pelas histórias contadas pelos adultos, que tanto nos encantavam. Que bom seria voltar aos velhos tempos de mim. Rir de coisas tolas e errar sem ter medo, falar de boca cheia,brincar na lama... Rascunhar toda nossa vida e ter a chance de mudar todo o rumo de nossa narrativa, tornando-a bem melhor e mais interessante. Conquistar novos amigos e cultivar aqueles, que agora, por algum motivo, estão afastados de nós. Falaríamos depois e pensaríamos antes, pois o contrario já ocorreu e as conseqüências às vezes não foram tão boas. Quem dera se pudéssemos passar a borracha e reescrever pequenos detalhes que antes passaram despercebidos ou que deixamos passar por motivos fúteis. Amassar as folhas de nossa biografia e começar do zero. Fazer, viver e refazer tudo de novo, e de novo, e viver outra vez tornando cada segundo inesquecível. Rascunhar e tornar a viver meus tempos de mim.

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