segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Azul da Cor do Mar...

Azul da Cor do Mar...

De todos os passeios e aventuras que já tive em minha vida, confesso que nenhuma se igualou (ate agora) à pescaria em alto mar. Tranqüilidade e sintoma de liberdade são sensações que mexem com seu espírito, te levando ao mais sublime do relaxamento. A primeira ido ao mar é como a primeira transa: a curiosidade é mais forte, o medo está do seu lado, porem você não o revela para não demonstrar ser mais fraco. Aos poucos você está dentro (do mar) em movimentos sísmicos e a melhor sensação que você já sentiu em toda sua vida toma conta do seu corpo, desde o dedo do pé até os fios de sua cabeça. E o movimento continua e continua ate que o orgasmo chega e de repente você percebe que... Era o vômito, a tontura, corpo mole... Pronto! Os enjôos chegaram e sua mente já não consegue fixar as coisas e pra cada lado que você olha é como se o mundo tivesse martelando sua cabeça e atacando seu estômago. Tudo que você agora necessita é terra firme. Solo fixo (bem fixo). Algo que não balance. Enquanto uns se divertem outros passam mal (muito mal). Mas aos poucos (bem aos poucos – paulatinamente mesmo), você vai melhorando e aquela imensidão de água pra todos os lados e o vento gélido em seu rosto te traz o prazer novamente.

- Diário de Bordo.


Madrugada de domingo, mas especificamente as 4:00h da manhã. Lá fomos nós: Anderson, Evin, Bira, Clovis, Clodo, Victor, Velho, Dadinho, Joãozinho, Cowboy, Vaguininho, Dimi e Eu. Levamos a tralha toda: linha, anzóis, varas, carretilhas, isopor, lanche e é claro, cerveja e muita cerveja.  Prevenidos pelos mais experientes, levamos também, comprimidos de dramin, para enjôo. O que não ajudou muito. Chegamos as 6:15h em Bertioga e nos dirigimos para onde ficam os barcos de aluguel, para pescaria. Eu, é claro já comecei minha sessão de fotos. Saímos enfim para o alto mar, na certeza de que só retornaríamos 12h depois. E com a frase dita por todos: "O barco só volta as 18:00h. Se alguém se sentir mal, não vamos estragar a pescaria dos outros por causa dele". Mal sabia eu que essa frase estaria direcionada para mim. Andamos mais de hora e quando já não avistava mais ponto de terra firme o barquinho parou.  Começou a chacoalhar e muito. Quem já estava um pouco, ficou muito mais enjoado. No barco eles davam a isca: sardinhas inteiras. Começamos, ou melhor, o Anderson começou a preparar as linhas. Iscas nos anzóis e tchabum na água. Esperando o peixe puxar a linha. E o barquinho chacoalhando cada vez mais. Um da galera já tinha chamando o “Huuugooo”. Eu fui o segundo. Dali a pouco começou a chacoalhar mais ainda e isopor e outras coisas começaram a andar pelo convés. Um e outro foram ao chão.
Segurei num banco de madeira, fixo, e deitei. Uma mão segurando o banco, a outra no rosto e aquele enjôo horrível. O pessoal mais traquejado mandando um lanchinho e tomando umas e outras e eu deitado. Peixe que é bom nada, para mim. Passando um bom tempo, cerca de umas 4h depois. Levanto e passo mal outra vez. Na verdade quase todos me acompanharam no enjôo. Fim de tarde e tudo melhorando. Pego então um anzol e de repente a linha leva um tranco. Olho rápido para o lado e falo para o Anderson, que estava do meu lado (na verdade o anzol era dele – num sei colocar iscas): "Tem alguma coisa aqui". "Deixa eu ver" respondeu na hora. Foi um puxa-puxa. Eu devido ao meu estado deixando o Anderson (Henri Castelli – rsrs) me ajudar "Cuidado para não quebrar a linha meu". Então puxo e vem um peixe espada (na verdade só pegamos este tipo de peixe). Gargalhadas tomam conta do barco e um grita: Finalmente o Luan Santana (Eu, que não sei o motivo fui batizado pela galera assim), pegou um peixe. Olhando pro lado o Victor, também, pescando começa a chutar o peixe pra ele parar de se debater e mais risos. Quando tudo estava ficando melhor, um sem graça diz: “Tá na hora de ir embora”. Recolhemos as tralhas, os peixes começaram a ser limpos e retornamos pra casa já na escuridão do mar que tava espaço ao céu estrelado e uma lua digna de elogios. Ao desembarcar me senti aliviado por estar em terra firme, mas feliz por ter vivido mais essa experiência que recomendo a todos. Não pelo enjôo sofrido, tonturas e vômitos (muitos vômitos, ou melhor, como falava a galera pela “cefada”), mas pelo prazer de esquecer um pouco o mundo, deixar o telefone de lado. Esquecer os problema e fixar a mente no vazio do azul do mar. Missão cumprida e agora de volta pra casa, na certeza que amizades surgiram e outras foram mais fixadas. Lembrando que já marcamos outra pescaria. 

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